Três Fatores Fundamentais para a Vida Cristã: Graça, Amor e Comunhão.
Três Fatores
Fundamentais para a Vida Cristã:
Graça, Amor e
Comunhão.
II Co 13. 13
Graça
A graça,
o amor e comunhão contribuem para uma vida cristã ideal com Deus. Por que são
fundamentais? Porque tudo que se faz com fundamento, isto é base, alicerce,
razão, motivo, serve de apoio, nesse caso, dá sustentabilidade para uma vida
espiritual satisfatória.
Vamos
começar com graça. Todas as atividades da vida cristã desde o seu início até o
fim, depende da graça divina. Precisamos dela para pregar, cantar, perdoar,
compreender, suportar, etc. Quantas vezes ouvimos alguém dizer: Senhor dê-me
graça para suportar esse irmão, a esposa o esposo, então precisamos deste dom
da graça para ser salvo.
Paulo escrevendo à igreja de Éfeso, (Ef 2.8) disse:
Porque pela graça sois salvos por meio da fé, e isso não vem de vós é dom de
Deus. Façamos uma reflexão, para que haja salvação duas coisas são essenciais,
graça e fé, Deus entra com a graça e o homem com a fé. A graça é divina não tem
origem humana, já a fé é humana é uma confiança que nasce no coração e
intelecto humano. Para entendermos melhor vejamos o que ele, Paulo escreveu aos
romanos, (Rm 4.16). Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim
de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei,
mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai na fé de todos nós. É
pela fé, para que seja segundo a graça, isso quer dizer que Cristo estabelece
método para a salvação universal, pela graça mediante a fé.
Já ouvimos várias vezes nos sermões ministrados
sobre a graça, que graça é favor imerecido, isto é não somos dignos da
salvação, mesmo assim fomos alcançados por este favor que não éramos
merecedores, é o favor que nos vem da parte de Deus por intermédio de Jesus Cristo.
Graça
também é perdão, ela exprime a corrente de misericórdia divina, merecíamos a
condenação eterna, mas o Senhor nos isentou da culpa e nos perdoou.
Vou dar
exemplo de uma experiência sobre a manifestação da graça de Deus. Lembro-me
quando ainda bem jovem era líder de um grupo de trabalhadores na área de
Niterói na Refinaria Landulpho Alves
em Mataripe, dois daqueles homens que faziam parte da equipe tinham o
temperamento forte e estavam sempre em confusão. Houve vários momentos que
precisei me controlar para evitar problemas com eles. Os tratava delicadamente
procurando controlar os seus impulsos de brigas, e falava do amor de Cristo. Um
deles apelidado de “Alagoas”mostrou-me o corpo cheio de cicatrizes das brigas.
Procurava manter um relacionamento moderado, tratava-os com brandura e orava ao
Senhor que me dessa graça para suportá-los e que o Senhor os alcançasse
salvando-os.
Convivemos um período de tempo sem problemas, mas tivemos que nos
separar, fomos trabalhar em empresas diferentes em lugares distantes um do
outro. Passaram-se os anos e em certo batismo na igreja sede da Assembleia de
Deus no bairro de Liberdade em Salvador, cheguei um pouco atrasado para o
evento, entrei apressadamente pelo corredor onde se encontrava a fila dos que
iam se batizar. Alguém bateu em meu
ombro, parei e olhei, sabe quem era? “Alagoas” aquele que muitos achavam
impossível ele ser um discípulo de Jesus. Disse-me: irmão lembra-se de mim?
Sim, respondi, Jesus me alcançou, esta é minha esposa e aqueles são meus
filhos. Eu chorei de alegria contemplando a graça e misericórdia de Deus.
A graça
de Deus alcançou aquele homem e sua família. Ele passou pela transformação
espiritual, agora já não era mais aquela pessoa briguenta, nervosa, pois através
da graça de Deus e mediante a sua fé recebeu a transformação interior que o
qualificou para a vida eterna.
Pedro escreveu: Antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e
salvador Jesus Cristo (II Pe 3. 18ª) e Paulo escrevendo a Timóteo disse: Tu,
pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus. (II Tm2. 1)
também instruiu a Tito quando o enviou para a ilha de Creta dizendo: fale aos cretenses que a graça de Deus se há
manifestado, trazendo salvação a todos os homens (Tt 2. 11) e disse mais, diga
a eles que somos justificados pela graça de Deus que nos traz a salvação e
assim somos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. (Tt3. 7). Também
disse aos romanos que é pela fé para que seja segundo a graça. (Rim 4. 16) A
graça não alcançará a quem não tem fé. São os dois dispositivos da
salvação. Paulo tinha experiência
divina, tinha um espinho na carne, a palavra “espinho” dá ideia e conotação de
dor de sofrimento, desconforto, humilhação ou enfermidade física. A Bíblia diz
que ele orou três vezes para que aquele mensageiro de Satanás desviasse dele. O
Senhor respondeu? A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na
fraqueza. (II Co 12. 7 - 9)
Graça também corresponde às
características agradáveis de uma pessoa. O dicionário brasileiro da língua
portuguesa Magno descrevendo sobre graça, afirma em um dos seus sinônimos que
ela é atraente. Realmente alguém que é alcançado por esse favor de Deus tem carisma,
essa qualidade que encontramos em certas pessoas que convivem conosco, a sua
presença é agradável, cativa, atrai e faz bem é essencial e indispensável. Se
deixa de ir a um encontro com os amigos, ao templo do Senhor todos notam a sua
ausência e sentem a sua falta. É a graça de Deus em sua vida que causa prazer
no convívio. Diferente daquele que se torna indesejado, a sua presença causa
insatisfação e aborrecimento a quem tem que conviver com ele e até dizem: bom
seria que não voltassem mais, é o oposto, lhe falta essa mercê. A ausência da
graça na vida de alguém o torna inconveniente indesejável.
Deus se referindo a humanidade no livro de
gênese (Gn 6.5,7) disse que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e
que a imaginação dos pensamentos do seu coração era má e até falou de
arrependimento de ter feito o homem, disse mais, destruirei de sobre a face da
terra o homem que criei, mas no versículo oito diz: Noé porém, achou graça aos
olhos do Senhor. Isso demonstra que não haverá salvação por nenhum outro meio,
a não ser pela graça e a misericórdia de Deus. A raça humana poderia ser
extinta da face da terra se não fosse a graça de Deus mediante a fé de Noé que
foi fiel ao Senhor.
Recebemos a graça através de Jesus que nos
fortalece a cada dia e nos ajuda a perseverar e prosseguir em busca do maior
objetivo a ser alcançado pela humanidade, à salvação das nossas almas.
AMOR
Falar sobre o amor divino é difícil, pois
são tantos benefícios alcançados através deste ato que me falta vocabulário
para descrever sobre o amor de Deus para conosco. Expor os detalhes de coisas
boas oriundas desse sentimento que nos leva a desejar o bem de outrem é
formidável. A palavra amor nos faz “navegar” no oceano turbulento com tanta
tranquilidade e segurança como se estivéssemos em uma embarcação segura
navegando nas águas calmas de uma piscina.
Faltam-me palavras para descrever o amor
de Deus, sabe por quê? Porque ele é incondicional e contradiz a lógica humana
que raciocina com coerência, que é o resultado naturalmente das circunstâncias
de certa situação, exemplo: ter o sentimento de amar a quem o ama e aborrecer a
quem o aborrece.
Por
causa desse amor incondicional Jesus foi rejeitado pela maioria dos seus
compatriotas. Enquanto eles repudiavam os publicanos os pecadores e se
afastavam de leprosos e gentios. O Senhor se aproximava de todos eles levado
pelo amor irrestrito. Para Ele essas pessoas eram carentes desse amor, e de
alguém que lhe desse carinho, afeto, mesmo os repudiados pela sociedade atual,
como a mulher samaritana. Jesus não aprovava os erros e pecados de quem os
praticavam, mas o socorria levado pelo amor ágape. Disse no evangelho de João
(15. 13). Ninguém tem maior amor do que este de dá alguém a sua vida pelos seus
inimigos.
Ora, se muitos relutam para defender um
amigo, quanto mais um inimigo, mas Jesus deu a sua própria vida pelos seus
inimigos. O apóstolo João que teve o privilégio de conviver com Cristo foi
testemunha desse amor, e escrevendo na sua primeira epístola no capítulo
quatro, versículo sete disse: Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus
é amor. Ele escreveu também o que Jesus transmitia a esse respeito no evangelho
que leva o seu nome. No capítulo três, versículo dezesseis dizendo: Porque Deus
amor o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele
que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna. Podemos dizer que esse
versículo é o texto áureo das Escrituras Sagradas, a Bíblia.
Jesus passou um tempo instruindo os seus
discípulos sobre o amor e preparando-os para a vida eterna, e antes de partir
instrui-os com palavras meigas cheias de afetos chamando-os de filhinhos.
Disse: filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis e como
tinha dito aos judeus para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também
agora, um novo mandamento vos dou, que vos ameis uns aos outros, como eu vos
amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis, nisto todos conhecerão que
sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. (Jo 13. 34, 35).
É preciso que esse amor ágape venha a
refletir nos seguidores de Jesus, temos que aprender a amar, e amar
incondicionalmente, mesmo aqueles que nos aborrecem nos maltratam, nos
perseguem e que não nos amam, sabe por quê?
Porque
o Senhor tem nos ensinado a amar em quaisquer condições adversas, como Ele ama,
com o amor que é suficiente para abranger a todos os homens independentes de
quem seja bom ou mau, o objetivo de Jesus é salvar a humanidade trazendo o
conhecimento da verdade. Paulo escrevendo a Timóteo disse que é agradável
diante de Deus, nosso salvador, que quer que todos os homens se salvem e venha
ao conhecimento da verdade. (ITm 2. 3, 4).
Por causa desse amor irrestrito levaram
Jesus à morte, e morte de cruz, você está disposto a amar assim?
COMUNHÃO
Comunhão é comungar a mesma crença, a
mesma opinião. É um vínculo de ligação entre pessoas, no grego (koinonia),
“comunidade”, isto é, propriedade daquilo que é comum, participação, inclui
dois elementos: primeiro, aprofundando a amizade tornando-se mais íntimos e
segundo elemento é prioridade em comum, é uma precedência dada a alguém e
demonstra importância da união do grupo.
Em Atos dos apóstolos capitulo dois,
versículo quarenta e dois, diz que os discípulos perseveraram na doutrina dos
apóstolos e na comunhão. Amados o Senhor nos comissionou para vivermos unidos,
em busca de um objetivo comum, de interesse de todos, comungando a mesma crença
a mesma opinião. Paulo escrevendo aos coríntios na sua primeira epístola capitulo
um, versículo nove disse que fomos chamados para a comunhão de seu filho Jesus
Cristo, disse mais no capítulo dez, versículo dezesseis: Porventura o cálice de
benção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão que
partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Por isso só deve
participar da ceia quem estiver em comunhão com Cristo e seu corpo, a igreja.
Ele instruiu também a respeito do jugo desigual, se referindo a falta de
comunhão entre pessoas que não vivem a mesma crença, intimidade, que não tem
afeição entre si. Orientou a igreja sobre o cuidado no relacionamento com
pessoas que lhe falta esse vínculo, disse que é jugo desigual perguntando: que
sociedade tem a justiça com a injustiça? É que comunhão tem a luz com as
trevas? Há algum acordo entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o
infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? (II Co 6. 14, 15,
16).
Queridos, o Senhor nos chamou para
estarmos unidos sem parcialidade como os membros de um corpo que obedece ao
comando da mente sem questionar e nem pode. Então comunhão se refere ao bom
relacionamento entre indivíduos, entre eles não existe individualismo para os
que vivem unidos, principalmente àqueles que estão cheios da graça e do amor de
Deus.
Eu comparo todos àqueles que vivem na
koinonia a um conjunto musical que apesar de vários instrumentos diferentes
fisicamente e nos sons extremamente desiguais, depois de um bom ensaio tiram
melodias agradáveis aos ouvidos de quem as escutam. Assim deve ser a união de
pessoas diferentes entre si que conseguem viver em paz e em harmonia consigo e
seu próximo. Mesmo nas adversidades que surgem no “caminho” da vida, sabem
compreender entre erros e acertos e viver a unidade de um corpo mesmo sendo
vários membros diferentes um do outro.
Pense
nisso!
Pr. Eraldo Couto
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